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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fabulas de Jean de La Fontaine

Jean de La Fontaine  nascem em 8 de julho de 1621 na cidade de  Château-Thierry e faleceu em Paris no dia 13 de abril de 1695. Ele foi um poeta e fabulista francês, escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido" e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine.
Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d'Orleans. A sua grande obra, “Fábulas”, escrita em três partes, no período de 1668 a 1694, seguiu o estilo do autor grego Esopo, o qual falava da vaidade, estupidez e agressividade humanas através de animais. La Fontaine é considerado o pai da fábula moderna.
Sobre a natureza da fábula declarou: “É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”. Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são A Lebre e a Tartaruga, O Homem, A Cegonha e a Raposa, O Menino e a Mula, O Leão e o Rato, e O Carvalho e o Caniço, a Raposa e a Uva.                                                     


                                                     1) A Lebre e a Tartaruga

Certo dia, a lebre que era muito convencida, desafiou a tartaruga para uma corrida, argumentando que ela era mais rápida e que a tartaruga nunca a venceria. A tartaruga começou a treinar enquanto a lebre não fazia nada.
Chegou o dia da corrida. A lebre e a tartaruga colocaram-se nos seus lugares e, após o sinal, partiram. A tartaruga estava a correr o mais rápido que conseguia, mas rapidamente foi ultrapassada pela lebre, que percebendo já estar a uma longa distância da sua concorrente, deitou-se e dormiu.
Enquanto a lebre dormia não se dava conta que a tartaruga se ia aproximando mais rapidamente da linha de chegada. Quando acordou, a lebre, horrorizada, viu que a tartaruga estava muito perto da linha de chegada. Assim, a lebre começou a correr o mais depressa que pode, tentando, a todo o custo ultrapassar a tartaruga. Mas não conseguiu.


Moral da história: Devagar se vai ao longe!



                                                    2) A Tartaruga Aviadora 
                                                    Por Lá Fontaine
                                                     Adaptação: Nicéas Romeo Zanchett 
                   
Um certo dia, uma tartaruga encontrou-se com dois patos emigrantes. Ficou horas admirada, ouvindo-lhes contar suas grandes viagens pelo
mundo a fora.
Vocês é que são felizes, dizia a tartaruga, suspirando resignadamente. Eu também gostaria de viajar, mas ando muito devagar. 
- Por que não nos acompanha? Vamos correr o mundo a três... disse um dos patos. 
 - Como poderei ir, se não sei nem ao menos andar depressa pelo chão, quanto mais voar por essas alturas e distâncias? 
  - Podemos ajudá-la, fazendo como os aviadores. Nós seremos os pilotos e você irá como passageira. 
   - Mas, meus amigos, onde está o avião? 
    - Não se preocupe. Nós arranjaremos tudo, já! 
     Pegaram um pau roliço e comprido, e mandaram que a tartaruga se dependurasse nele, com a boca, fortemente. Em seguida cada um  pegou uma das pontas do bastão. E lá se foram pelos ares, batendo as asas compassadamente e levando a feliz tartaruga. 
     - Segure-se bem, "agarre-se" com força, comadre tartaruga!, gritou um dos patos. A viagem é comprida!... 
      La da terra, os animais e as pessoas, admiradas, erguiam a cabeça, fixavam bem os olhos; estavam espantados por ver uma tartaruga voando. 
     - Olhem, olhem, gritam alguns deles, apontando para o céu. Nunca tinha visto uma tartaruga voar! Aquela deve ser a rainha das tartarugas!... 
      E todos riam gostosamente. 
      A tartaruga voadora, sentia-se orgulhosa por ser admirada. 
      - Sou mesmo a rainha, ia respondendo a ingênua tartaruga, mas não chegou a pronunciar nem a primeira silaba, porque, ao abrir a boca, soltou-se do bastão e caiu como um raio, espatifando-se no chão. 
      Os patos continuaram seu voo, porque é o que mais sabem fazer. E ficaram comentando: 
    - Da próxima vez que trouxermos alguém que não sabe voar, é melhor providenciarmos um paraquedas. 

MORAL DA HISTÓRIA:  Quando tentamos fazer algo para o qual não estamos preparados, podemos nos dar muito mal. Como se diz: “cada macaco no seu galho". 



                                                                 3) O Lobinho Sabichão  
               
    
        Um lobo e uma raposa tinham nascido ao mesmo tempo e crescido juntos na floresta. Lá, na cova onde vieram ao mundo, também estudaram juntos as primeiras lições de vida. 
    Crescidinhos, os dois estudantes quiseram conhecer o mundo. 
   Caladinhos, às escondidas, sem que os pais nada percebessem, fugiram da toca, correram uma grande distância, afundaram-se na florsta e depois começaram a perambular de mata em mata. 
   No meio de um campo onde tinham chegado, e que lhes pareceu infinitamente extenso, estava um belo cavalo alto e gordo pastando sossegadamente, sem dar a mínima importância aos dois viajantes. 
   Estes, quando o viram, pararam estupefatos, sem saber o que fazer. Estavam a ponto de fugir desabaladamente, pois o medo era terrível. 
   - Quem será? perguntou, afinal, a raposa, um tanto senhora de si. 
    O lobinho, que se julgava um sábio, também não sabia. Como não queria confessar sua ignorância, começou a falar entredentes, enquanto coçava uma orelha.
             - Eu sei, sei muito bem. O seu nome está na ponta da minha língua! É que, no momento, não sou capaz de lembrar-me...
      - Pois bem, propôs a raposa, o melhor é irmos perguntar-lhe, em vez de ficarmos aqui parados, enquanto a memória está falhando. 
       Encaminhando-se para perto do cavalo, fez-lhe uma graciosa reverência e perguntou ao desconhecido: 
- Ilustrícimo senhor, estes vossos humildes servidores desejam saber qual o vosso nome?
 O interpelado, a quem aqueles intrusos estavam aborrecendo, respondeu atravessadamente: 
- Meu nome está escrito nas minhas ferraduras. Se quiserem sabê-lo, leiam! E ergueu uma pata traseira. 
A raposa, muito finória, desculpou-se, dizendo que era ainda muito criança e não sabia ler bem; enquanto que o lobinho, querendo aproveitar a oportunidade para exibir-se vaidosamente diante daquele soberbo animal, foi depressa ler o nome na ferradura.
            O cavalo deu-lhe, então, um valente coice, atirando-o longe.
 - Ai... ai... ai... gritou o bichinho, cheio de dores, mas ainda capaz de correr e fugir.
             A raposa, correndo a seu lado, perguntou-lhe zombateira: 
 - Esta lição você ainda não tinha estudado? 

MORAL DA HISTÓRIA - A soberba pode nos levar a situações perigosas. Portanto, nunca devemos fingir conhecer o que, de fato, desconhecemos apenas para satisfazer nosso orgulho.




                                                                  4)  Os Dois Burros 

    Os dois burros caminhavam um ao lado do outro. Um carregava aveia e outro, dinheiro. O segundo, orgulhoso de sua carga, caminhava cheio de vaidade. Surgiram dois bandidos, que se atiraram sobre ele e o cobriram de pauladas para arrancar-lhe a carga. O outro burro então lhe disse: “Amigo, nem sempre é bom ter emprego importante”. Se você estivesse servindo um moleiro (moinho de cereais), como eu sirvo, estaria são e salvo. 

              MORAL DA HISTÓRIA:  O orgulho não leva a boa coisa. É melhor um trabalho humilde, mas digno. (Diariamente vemos noticias de pessoas que vivem de forma gananciosa e sempre acabam em maus lençóis). Isso tem ocorrido muito na política brasileira, onde os poderosos usam do seu poder e roubam o dinheiro do povo; mas no final sempre se dão mal. Deus existe!

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