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domingo, 3 de setembro de 2017

Produções dos Alunos da Escola de Ensino Fundamental Admar Corrêa

Durante as três inserções feitas na escola E.M.E.F. Ademar Corrêa, situado no bairro Santa Tereza, eu, Franklin Furtado Ieck, e o meu colega, Paulo Cesar Pinto de Souza, trabalhamos com alunos de diferentes contextos sociais e culturais e suas dificuldades relacionadas ao processo de ensino aprendizagem ligados ao ensino de Língua Portuguesa. Esta possibilidade de inserção foi conseguida graças a professora orientadora Fernanda Fátima Cofferi, pedagoga e doutora em Educação, que nos orientou para esta proposta e de como fazer uma prática de Língua Portuguesa em sala de aula, ensinando como a leitura e a escrita possibilitam ao aluno o aprimoramento da reflexão sobre mundo e da capacidade de argumentação.
 Deste modo, pensamos em trabalhar com as aulas expositivas e de produção e rescrita textual, levando em consideração a temática do bullying e da reflexão linguística, cultural e social que os textos/fábulas sobre este tema representam. Na primeira inserção, no dia 27/04/2017, abordamos a fábula A Lebre e a Tartaruga, do autor Jean de La Fontaine, para trabalhar a temática do bullying e as produções de sentido que o sujeito e o predicado desempenham no texto.  Na segunda inserção, no dia 25/05/2017, seguimos trabalhando na mesma temática, mas desta vez utilizando a fábula O Patinho Feio readaptada por Vitória Padilha Zanon e já sugerimos a produção escrita de um texto narrativo, declarando formas de amenizar o bullying, além de possibilitar outra alternativa de escrita como a adaptação da mesma fábula, mesmo antes de ter apresentado as características de uma para ter um conhecimento da produção.  
Na terceira inserção, no dia 23/06/2017, sugerimos a reescrita do texto que já havia sido feito, mas consertando alguns erros e atribuindo novos significados para a construção textual.  Para estas aulas, a professora Adriana nos disponibilizou dois períodos de cinquenta minutos em cada inserção para que pudéssemos ter acesso aos alunos, conhecendo-os e aprendendo com eles maneiras de nós fundamentarmos a prática de ensino de Língua Portuguesa em sala de aula, baseada nos gostos que os alunos pudessem ter para determinados textos/fábulas como estes (as) trabalhados (as).

Portanto, logo após a conclusão destas atividades, sugerimos as publicações dos alunos neste blog com o propósito de circular as diferentes manifestações escritas deles no ambiente digital. Esta é uma proposta de valorização do que realmente os alunos produzem, e como os processos de avaliação utilizados pelo docente podem contribuir para uma didática de produção textual com excelência nas salas de aula.


1. Cinzinha e Pretinho 


Era um belo dia na floresta dos coelhos, dois coelhinhos que eram muito amigos só que eles brigaram, um se chama Pretinho e a outra Cinzinha, Cinzinha estava pulando corda quando pretinho falou:
- Cinzinha você gostaria de formar times para fazermos uma corrida hoje?
- claro quando?
- Hoje daqui a uma hora OK?
- Sim vou mostrar meu time tudo bem?
- Sim sem nenhum problema!

Uma hora depois

- Tudo pronto, Cinzinha? Perguntou Pretinho pronto pra vencer.
- Sim podemos começar?
- Claro! Bora.
Todos correndo Pretinho tava na frente quando cinzinha caiu, achava ela que tinha torcido o pé todos saíram correndo até mesmo os do time de pretinho. O único que não ajudou ela, foi pretinho pois todos venceram menos Pretinho por causa da sua atitude.

Nome: Nykolly Domingues
Data: 30/05/2017
Turma: 60B


                  2. Nickoollas e Vitoria

Nickollas era muito bonito e todas as meninas gostavam dele, mas ele gostava da Vitória. Todos faziam bulling com o casalzinho, pois chamavam ele de lindo e ela de tripa seca.
Pois ele vivia descutindo por causa dela. Ele dizia assim.
- A vida é minha e eu amo ela do jeito que ela é o que importa é o nosso amor.
Nickoollas de tão cansado ficou doente e acabou falecendo.
Vitória ficou socinha só seus verdadeiros amigos ficaram do lado dela amigos como a Nykolly, Thais e etc...
Com seus verdadeiros amigos conseguiu evitar o bulling, e toda essa dor.

Nome: Nykolly Domingues
23/06/17
Turma: 60B


            3.  Bullying tem que parar de existir!

Algumas pessoas olha para outras e vejam algo errado mas em vez delas ficarem com aquilo para si não elas criticam a pessoa que está com erro. Mas se aquelas pessoas pararem de pensar elas não gostariam que fizesse com ela então a gente nunca faz Bullying.
As pessoas julgam muito as outras por sua cor, seu cabelo, seu problema, ou eu tenho e tu não tem, etc...
Tem muita gente que passa por Bullying dez da infância até ficar adulto. Eu já passei por isso na escola isto é horrível as pessoas fazem de tudo para ver a gente triste e conseguem por que é a causa mais facia que tem é magoar uma pessoa.
As vezes a gente também magoa as pessoas mas não percebe.
Tem muitas pessoas também que se suicidam por causa do Bullying, mas acha que o errado é ele e não a pessoa que ta fazendo o Bullying.

Eu acho que deveria ter uma lei do Bullying!

Nome: Luize dos Santos
Data: 23/06/17 
Turma: 60B


4Xó bullying

Era uma vez numa floresta muito, muito longe. Um dia num reino nasceram três leoizinhos lindos. Seus nomes eram Alex, Andrei e Alexandre, o 1º era o Alex, ele era forte, grande e esperto, o 2º era o Andrei, ele tinha tamanho normal para sua idade, idade e era esperto e graciozo. O 3º era o Alexandre era o menor de todos, magrinho e burro, mas tinha sua qualidade, ele era carismático. No reino onde eles tinha uma tradição quando eles completassem 5 anos teriam que disputar o trono, quando chegou esse dia todos acharam que a Alex iria ganhar mas ele era muito metido achava que era superior aos outros por ter sabotado o Andrei foi banido do bando, então só ficou o Andrei e o Alexandre. Chegou o dia por se honesto a Andrei ganhou o cargo de guarda real e o Alexandre virou rei.

Moral da história: não se deixe levar pelas aparências chega de bullying.
Como combater? Começa por você não faça com os outros o que você não quer que faça com você.

Ass: Stephanie Meccki Silveira
Data: 23/06/17
Turma: 60B


5. Bullying Não!

Bulling pode se dividir entre várias categorias, racial, o jeito da pessoa, modo de fala, classe e até alguma doença, aparência ou lugar que mora ou frequenta coisas que faz ou ouve.
Muitos acham que é bobeira, frescura, mas não sabem que bulling é coisa séria, e que pode levar pessoas a entrarem em depressão e até pode leva-las ao suicídio! E várias outras coisas ruins, acaba atrapalhando completamente o cotidiano da pessoa, a vida, e alguns só entendem isso quando passam por isso e entendem o quanto é difícil.
Isso está em alta hoje em dia agora é “legal” fazer bulling é divertido então eu pergunto para você, o que você acha disso? É tão legal assim tão divertido fazer bulling? Acho que não, não é?
Precizamos unir nossa sociedade acabar com isso dar mais importância para essas coisas, ser solidário ter respeito tolerância paciência e compreença para acabar com isso para melhorar nossa sociedade então diga não ao bulling.

Nome: Yasmin Caquinan
Data: 23/06/2017 
Turma: 60B


6.  Bulling

Para mim bulling é maldade porque quem sofrem sabe vou contar uma história vimos tinha um guri chamado rique ele vivia no facebook em todo tipo de redes sociais ele era muito infeliz pois ele sofria bulling pelos amigos sempre achando um modo de se suavizar vivia na sua e viu tal e baleia azul ele falo vou jogar então o jogo da baleia azul faça isso e vem joga que não tem volta você entrou e não pode sair mais ele falou OK quero então falou vou jogar OK então o jogo tem 50 desafio vamos começar ele fez isso 50 desafio e o último foi se suicidar. 

Nome: Juliam L. Soares
Data: 23/06/17
Turma: 60B



                  7. Bullying

O bullying é quando as pessoas julgam as outras pela sua aparência física, se elas são gordas, magras baixas, altas, pelo modo de se vestir, etc.
Nós não podemos fazer isso com os outros porque acho que não gostaremos que fizessem isso com nós também.
E as pessoas tem que parar de fazer isso, porque elas podem se magoar e ficar triste.
Para combatermos o bullying, precisamos para de julgar as pessoas pela sua aparência, xingar, humilhar, etc.
Eu acho que bullying é uma coisa ridícula, que fere as pessoas.

Nomes: Debora e Camilly

Data: 23/06/17
Turma: 60B


                  8. Superação do bulling

Eu acho que para superar o bulling é preciso insinar a pessoa que fazer bulling para você. O bulling é uma coisa muito feia quando te fizerem bulling ignora mas nunca revide com a mesma arma para revidar chama algum adulto ou professor. Se não adiantar denuncie para policia mas nunca use a mesma arma nem uma munição maior a raiva é o pior inimigo da gente quando a pessoa fica com raiva e fala uma coisa que podem machucar as pessoas as palavras machucam. Nunca usem vingança e nem palavras que podem machucar.
O Belem é feito de vários geitos verbalmente e fisicamente mas não é serto fazer bulin porque éssa pessoa sai magoado e chorando de dor porque foi escluida e é isso.

Nome: Julian L. Soares
Data: 01/06/17
Turma: 60B

9.  O Patinho Feio

O Patinho Feio chamado Butlim ele se sentia tão tindo mais ele era orrível.
Ele vivia se arromando para ficar lindão mais não conseguiu então um dia Butlim foi para uma festinha e ele encontrou um patinho bonito disse para ele:
- Você é muito feio, o patinho Butlim ficou triste e foi para casa. Chegando lá sua mãe disse.
- O que foi filho?
- Mãe, meu amigo me chamou de feio to muito feio.
Então sua mãe falou:
- Filho não fique triste.
Outro dia Butlim saiu e encontrou um patinho feio que convidou Butlim para sair. Butlim muito feliz aceitou e então chegando em casa falou:
- Mãe eu tenho um novo amigo chamado Rafael
Conforme Butlim foi crescendo foi fazendo novos amigos, e os outros que faziam bullying ele nem ligava mais pois sabia que descultindo só iria perder tempo.

Nomes: Nykolly, Dieniffer, Vitória, Raissa e Yuri
Data: 01/06/17
Turma: 60B


10. A lagarta preguiçosa

Era uma vez, uma lagarta que não queria estudar.
Quando ela ficou maior, não tinha muitos empregos por causa da sua falta de estudo, e nenhum desses empregos ela queria trabalhar.
Ela tinha uma bela casa, porque as pessoas pagavam por ela.
Depois de alguns anos, as pessoas que pegaram as suas coisas, viajaram, e nunca mais voltaram. E suas coisas já estavam ficando velhas, e ela não queria trabalhar, mas ela teve que arrumar um emprego, que ela não queria.
Ela aprendeu que se tivesse estudado, teria um futuro melhor.

Nome: Sara, Kamila, Lara
Data: 01/062017
Turma: 60B



11. Bullying

O bullying é quando agente deixa as pessoas de lado, não aceitão as pessoas do jeito que são, julgão as pessoas pelo tamanho, pela idade.
Então, não vamos fazer isto com as pessoas pois se fosse com nois, nos não iriamos gostar.
Então vamos parar de fazer bullying com as pessoas pois elas se magoam e ficam tristes com nós então vamos parar de fazer bullying com as pessoas.
Para nóis combatermos o bullying precisamos parar de julgar, chingar, e etc... as pessoas, então vamos superar o BULLYING!!!

Nome: Debora
Data: 01/06/2017
Turma: 60B


      12.   Xó bullying (primeira versão)

Era uma vez numa floesta muito, muito longe. Um dia num reino nasceram 3 leoizinhos lindos. Seus nomes eram Alex, Andrei e Alexandre, o 1º era o Alex, ele era forte, grande e esperto, o 2º era o Andrei ele tinha tamanho normal para sua idade era esperto, graciozo e carismático e o 3º o ultimo era Alexandre era o menor, magrinho e burro. No reino em que eles moravam, tinha uma tradição quando eles completacem 5 anos teriam que disputar o trono. Quando chegou esse dia ninguém queria apoiar o Alexandre mas se enganaram em fazer isso porque o Alexandre ganhou o trono e virou rei.

Moral da história: Não se deixe leva pelas aparências e chega de bullying

Como combater?
- Comece por você não fassa com os outros o que você não quer que façam com você

Nome: Stephanie Meccki
Data: 12/06/2017
Turma: 60B


13.   A superação do bullying

O que é bullying: não agressões revidar; ameaçar; agressões mentais.
Como resolver o bullying: sempre falar com o professor ou com a diretora da escola, não dar atenção para ameasar que é quase uma coisa improvável.

Subtítulo: Minhas opiniões

O melhor jeito de resolver o bullying é mudar de escola. Eu sei por que eu fiz isso eu mudei de escola eu sofria bullying quando eu tinha 6 anos de idade sim quando eu era bem pequeno, e é muito ruim sofrer bullying.

Agressões físicas: bater, chutar, espancar.
Ameaçar: ameaçar a família, ameaçar a pessoa que está sofrendo bullying.
Agressões mentais: rir dos defeitos físicos
Isso tudo é bullying só coisas ruins acontecem quando você sofre bullying

Nome: Manuell. A.
Data: 01/06/2017
Turma: 60B


14.          Bullying

Bom o bullying é feito com todas as pessoas tipo se a pessoa é gorda, magra, branca, negra, sempre tem um pra julgar. Eles tem tempo pra ver os defeitos dos outros, mais os deles, eles não enchergam os próprios.
Tem gente que sofre muito com isso, ser chamado de apelido feios não é bom e também não é bom chamar os outros.
Muitas pessoas que podem ter o cabelo volumoso ou muito cacheado, se julgarem vocês não dem bola, vocês não têm que ter vergonha têm que se achar lindos(as), viver a vida e de ser feliz. Só que tem gente, mais é crianças quando não tem amizade na escola, na rua e tals e sofrem bullying, só que não tem nem um amigo para desabafar com os pais.
E pra superar isso é preciso se aproximar das outras pessoas, ajudar o próximo, conversar com alguém sobre o que está acontecendo, fazer muitas amizades e etc...
Então foi o que pensei sobre bullying.

Nome: Lara e Duda
Data: 01/05/2017
Turma: 60B


15.   Ameaças

Num instante, se aceitava melhor de todas mas um dia algo aconteceu ruim, Matheus o menino iniciante começou a chamar Karol de gorda feia etc... até agora recalque morrer.
Ela ficou trancada no quarto todo dia. É dia e noite. Sua mãe chegou e disse:
- Para que isso Filha ficul trancada no quarto todo dia deche aquele menino de lado vire as costas não ligue para o que ele fala ele só é um menino chato

Nome: Raissa
Data: 23/06/2017
Turma: 60B


16. A floresta encantada

Num belo chalé, vivia um mago que tinha uma coruja de estimação.
Num dia chuvoso, aconteceu uma tragédia, o mago estava muito doente e não tinha nem um feitiço para curá-lo e acabou morrendo.
E sua curuja teve que tomar o lugar do mago.
Num dia ensolarado, ele teve uma ideia, fazer uma floresta encantada para que todos os animais podessem falar.
Então, num campo bem verdade, a curuja plantou muitas árvores e convidou os animais desabrigados para a floresta. Tinha pássaros, castores, crocodilos e etc...
Mas havia um rato chamado FRED, ele se fazia de coitado, mas ele se aproveitou da bondade da coruja, por que o que ele queria mesmo era a varinha da coruja, por que ele pensava que a coruja podia fazer tudo, mandar em tudo.
Então, num dia em quanto a coruja conversava com os filhotes, o rato de masinho entrou no chalé e disse:
- Aha! Achei a varinha.
E correu para a porta e berrou:
- Há! Há! Háha! Eu sou o mestre o mago e o dono disso tudo e vão todos me obedecer
E a coruja falou:
- Só porque você está com a varinha não manda em ninguém.
- Mas você tinha a varinha e mandava em todos da floresta, e por que eu não?!
- Sim mas você quer fazer os animais de escravos e eu não permitirei
VISH!!! Ele lançou um feitiço e a varinha voltou para seu dono, e depois de tudo isso a curuja explicou que fazer bem é uma coisa e fazer mau é outra.

ENTÃO NÃO DEIXEM LEVAR PELAS APARÊNCIAS
FIM.

Nome: Debora
Data: 01/06/2017
Turma: 60B









quinta-feira, 11 de maio de 2017

Eu e a Escrita

Nome: Paulo Ferreira
Aluno do curso de Artes Visuais/Bacharelado


Eu e a Escrita

Desde a infância eu tenho um certo gosto pela escrita. Aprendi a ler e escrever em casa com 4 anos, meu pai me incentivava a ler e escrever bastante quando pequeno, embora ele não escrevesse ou lesse bastante, sabia que aquilo seria bom pra mim. Criei um fascínio por histórias fantásticas na infância,  depois conhecia a poesia , onde me encontrei no mundo da escrita. Sempre gostei de escrever, era através da escrita e do desenho que eu comunicava meus pensamentos, pelo fato de ser muito introvertido, não falava muito, então escrevia.
Conforme fui crescendo, fui criando mais gosto, vi que a escrita era incrível, ela tinha o poder de externar meus pensamentos, sentimentos, visão de mundo, A escrita era mágica pra mim por essa questão, foi terapêutica de certa forma; quando me sentia frustrado, escrevia, não solucionava meus problemas, mas amenizava o sofrimento, a angústia, etc. Percebi que alguns autores que eu lia, influenciavam bastante minha escrita em algumas épocas, era como se eles me afetassem tão profundamente com sua escrita, que eu não conseguia ser o mesmo depois daquela leitura.
A escrita pode ter múltiplas finalidades, falar sobre temas diversos, ser rebuscada ou simples, mas sempre tem uma função em comum: comunicar ideias, fatos, expor o que pensamos de forma que seja possível acessar esse conhecimento depois. O desenho e a escrita são formas poderosas de expressão humana que sempre me encantaram, através desses meios pude me libertar e até ajudar outras pessoas durante a vida. Minha relação com a escrita é uma história de amor.


Eu e a Escrita

 “Eu e a escrita”
        
        Discente: Alberto Teixeira
        Matrícula: 116214 - Artes Visuais/Bacharelado   

Diversas janelas – algumas cobertas por uma fina cortina, outras não –  permitiam que a luz natural da rua adentrasse e preenchesse o ambiente com uma luminosidade sutil e agradável. Meus mais novos colegas se mantinham com a cabeça baixa, concentrados e focados em completar a proposta feita pela professora, com destreza. Contudo, isso é uma questão de aparências, afinal de contas pela visão de terceiros eu provavelmente parecia tão focado quanto qualquer um deles, embora estivesse longe de sentir-me focado. A cada troca de música, que me permiti ouvir a fim de encontrar o foco, a ínfima movimentação alheia, a sombra do ventilador que girava, girava e girava, como meus pensamentos, na velocidade da luz; tudo era suficiente para me desfocar.
O desvio constante do foco me fizera recordar de um sonho distante de criança: o de ser escritor, e isso trouxe consigo a melancolia de ser, ou se sentir, incapaz de alcançar um sonho. “Não desista dos seus sonhos, nada é impossível”, eles diziam, em silêncio, enquanto você perde o foco, enquanto perde a noção, dissocia e sente-se fora de si, sente-se tudo, sente-se o nada, mas não se sente você mesmo.
Mais uma vez, perda de foco.
Sempre gostei de criar personagens e a história deles. Olhando para o meu passado eu diria que são mais de duzentas histórias começadas, sem nunca ter um fim escrito. Este, entretanto, está somente na minha cabeça, deixando mil e uma histórias serem escritas na minha psiquê, enquanto me sinto “livre” e exposto aos estímulos sensoriais, sem foco, nunca, sempre focando em tudo e em absolutamente nada.
Assim, me distanciei de único objetivo, um único sonho; me permiti desistir da escrita e usá-la geralmente como forma de “por pra fora” – como o que faço com a arte em geral – o que se passa na mente bagunçada e perturbada de um jovem adulto qualquer.
Este texto pode não ter “nem pé, nem cabeça”, tampouco fazer algum sentido, mas sentado nessa cadeira, desfocado em um cenário complexo, observo meus colegas. A sala não parece mais agradavelmente iluminada, meus batimentos cardíacos aceleram razoavelmente pelo sentimento de incapacidade de completar a tarefa proposta, tudo parece sombrio agora. E não que isso seja necessariamente ruim, mas será que apenas escureceu de repente ou foi só mais uma perda de foco?

Eu e a Escrita

Eu e a Escrita

Sempre tive uma enorme dificuldade com a escrita, por diversos motivos, um deles foi o problema na fala que eu apresentei desde que comecei a falar. Nunca consegui pronunciar o "r", sendo necessário ir a uma fonodióloga, portanto, para mim, não dava certo "escrever como eu falo". Com esse problema resolvido, certas situações melhoraram, porém a dificuldade com a língua portuguesa persiste até hoje. 
Entretanto, gosto muito de escrever, tenho muitas ideias e acho maravilhoso pensar em histórias. O lado ruim de tudo isso é que nunca encontro as palavras ou o jeito certo de transmitir tudo que eu penso para o papel, juntamente com os erros gramaticais que, infelizmente, me acompanham até hoje. É necessária minha total atenção ao escrever e, mesmo assim, ainda cometo erros óbvios, o que me leva ao outro motivo da minha dificuldade com a escrita.
O meu nível de dificuldade com letras é enorme, até hoje eu tenho que cuidar letras como, por exemplo, "d" e "t", "g" e "q", ou então "p" e "b", consequentemente "ss", "ç", "s" e "c" são um eterno enigma na minha vida. O que me salva nesse quesito é minha memória visual, eu amo ler então lembro de como as palavras devem se parecer e assim, relendo algo, eu consigo notar se troquei alguma letra ou acento, o lado ruim é que palavras que eu não estou acostumada eu sempre fico na enorme dúvida de como escrevê-las.
Nos últimos anos, eu tenho me esforçado muito para melhorar a minha escrita e obtive um enorme avanço, mas ainda tenho que melhorar e sinto que essa aula irá me ajudar nesse quesito. Por mais de seja muito difícil pra mim o português e suas regras, estou empolgada para essa disciplina por ser uma oportunidade de melhorar ainda mais.


Lara Freitas - 118155
Curso de Artes Visuais/Bacharelado

Eu e a Escrita

Mariana da Cunha Madruga
Curso: Artes Visuais/Bacharelado
Matrícula: 113659

Eu e a Escrita

          Saber escrever é uma chave fundamental na vida de um ser humano. Aprendi a escrever com 5 anos e, desde então, não existe um dia que passe que eu não a utilize no meu dia a dia.
          Durante um período, quando criança, eu gostava muito de escrever as mais variadas histórias com diversos mundos e personagens, mas esse lado criativo, dentro de mim, não durou muito tempo e acabou se perdendo.
          Sempre gostei de português, mas, no ensino médio, produzir textos nunca foi o meu ponto forte. Minha escola não apresentava uma preocupação com a produção textual e, com isso, esse meu lado continuou perdido em algum lugar dentro de mim.
          Hoje em dia, apresento muita dificuldade em me expressar por meio de palavras no papel, ou em geral, e a minha relação com a escrita está meio conturbada.
          Espero, ao longo do tempo, desenvolver uma relação sólida e cheia de amor com a escrita e reencontrar esse lado perdido.

Eu e a Escrita

Disciplina: Produção Textual
Turma: C
Curso: Artes Visuais
Discente: Victoria Murça Gonçalves
Matrícula: 115074

Eu e a Escrita

Desde pequena sempre tive muito incentivo por parte da família e, principalmente, dos professores, em escrever o máximo possível. Era sempre incentivada a fazer resumos de livros que acabava de ler e/ou escrever sobre um filme que recém assistia.
Minha maior dificuldade é em relação à quantidade mínima de linhas, pois, como sou muito objetiva, na maioria das vezes, consigo expor sobre o assunto em poucas linhas, logo, tem sido bem complicado fazer uma introdução bem embasada.
Na época do vestibular era difícil (ainda é, inclusive) sintetizar todas as ideias de forma coesa, principalmente por eu ser uma pessoa extremamente ansiosa, não consigo “dar conta” de todas as ideias que tenho, às vezes não tenho nenhuma.
Acredito que, como esta cadeira, eu possa desenvolver melhor minha escrita e poderei me preparar adequadamente para escrever, por exemplo, meu Trabalho de Conclusão de Curso. Penso que somente a prática da escrita fará com que melhoremos, e é exatamente o que a disciplina nos oferece.