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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mente Julga Mente

Mente Julga Mente
Produção Textual
Gustavo Ortiz – 118986
Artes Visuais

Mente Julga Mente

Embora seja algo que evitamos falar sobre, por vergonha do ato ou pensamento, todos nós em algum momento da vida já cometemos preconceitos, assim como sofremos.
Em meu ensino fundamental, muitas vezes eu era motivo de piada para outros, pela minha aparência física e maneira de agir - "gordo", "bicha", "quatro olhos", entre outros - eram palavras usadas como xingamentos; embora eu não leve mágoas desta época, pois sermos crianças e compreender que a maioria não estava desenvolvida o suficiente, é algo que fica marcado em mente.
Porém, uma dor maior e mais difícil de conviver com, é sofrer dentro de casa, vindo de pessoas que deveriam ser sua família e suporte; você acaba se recluindo dentro de uma concha protetora e guardando tudo para si, tentando se manter firme para não quebrar a qualquer momento. Se escondendo por medo e evitando conversar sobre, o tempo parece parar e a solidão te engole por completo, deixando apenas suas lágrimas e choro pelo caminho; é gritante o número de casos de suicídio, ao redor do mundo, por essas razões. Felizmente, mesmo que tal pensamento tenha me vindo incontáveis vezes, sempre me assegurei de manter uma visão positiva e entusiástica a cerca do tempo - passado, presente e futuro.
Isto não fez com que eu não tenha exercido preconceito de alguma forma - e essa é a parte feia da história. Ironicamente ou apenas um reflexo de como eu era, já julguei aqueles que sofreram junto comigo e vejo o quão mesquinho era tal noção que eu havia antigamente, muito provavelmente por medo de ser vítima da mesma forma.
O preconceito é presente, porém não façamos dele o nosso futuro, temos a obrigação de estarmos sempre trabalhando nisso, ninguém é perfeito - isso já é sabido - mas nos tornaremos seres melhores cada dia que deixarmos de lado detalhes indiferentes e observações inúteis e apenas aceitarmos uns aos outros abertamente pelo seu ser.


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