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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Eu e a Escrita

Luciane Sutério- 116218

Curso: Artes Visuais Bacharelado

Eu e a Escrita

Conheci a escrita no ano de 1980, quando ganhei meu primeiro lápis de escrever. Ele era cor de rosa, com uma bonequinha na ponta. Lembro-me da felicidade que senti! Estava com cinco anos e desenhava as letras do alfabeto.
Escrever ou desenhar letras, como eu costumava dizer, passou ser meu passatempo favorito. Mas, como todo passatempo, o gosto vai modificando e outros passatempos vão tomando o lugar. Escrever deixou de ser passatempo e ganhou obrigatoriedade nas aulas de português.
Quando cheguei aos dez anos de idade, escrever era a pior coisa do mundo. As aulas de português, sempre com a obrigação de escrever uma composição, eram um sacrifício imenso. Escrevia não mais com gosto, como nos meus seis anos, mas com a insatisfação da pré-adolescência.
Aos treze anos, veio a libertação, cheguei no segundo grau, hoje ensino médio. Não precisava escrever textos, apenas fazer alguma anotação.
Aos quinze anos, a escrita retorna à minha vida, não mais por obrigação, mas como uma necessidade de expor meus sentimentos, meus momentos. As anotações passaram a ser textos enormes que preencheram muitos diários.
Aos dezesseis anos, chega o vestibular, e a redação, temida por muitos, foi algo fácil de escrever.
No período da faculdade, escrever não era mais tão difícil. Já adulta, exercendo uma profissão, escrever fazia parte do trabalho.
A escrita, seja por prazer ou por obrigação, sempre fez parte da minha vida, das minhas conquistas e fracassos. Por mais estranho que pareça, minhas melhores lembranças foram as coisas que escrevi, e as piores foram as que fui obrigada escrever. Mas, se perguntar qual foi meu melhor presente, virá na lembrança o meu primeiro lápis, e o dia que escrevi meu nome pela primeira vez.


Nunca esqueci meu lápis cor de rosa!

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