Luciane Sutério- 116218
Eu e a Escrita
Curso: Artes Visuais Bacharelado
Eu e a Escrita
Conheci a escrita no
ano de 1980, quando ganhei meu primeiro lápis de escrever. Ele era cor de rosa,
com uma bonequinha na ponta. Lembro-me da felicidade que senti! Estava com
cinco anos e desenhava as letras do alfabeto.
Escrever ou desenhar
letras, como eu costumava dizer, passou ser meu passatempo favorito. Mas, como
todo passatempo, o gosto vai modificando e outros passatempos vão tomando o
lugar. Escrever deixou de ser passatempo e ganhou obrigatoriedade nas aulas de
português.
Quando cheguei aos dez
anos de idade, escrever era a pior coisa do mundo. As aulas de português,
sempre com a obrigação de escrever uma composição, eram um sacrifício imenso.
Escrevia não mais com gosto, como nos meus seis anos, mas com a insatisfação da
pré-adolescência.
Aos treze anos, veio a
libertação, cheguei no segundo grau, hoje ensino médio. Não precisava escrever
textos, apenas fazer alguma anotação.
Aos quinze anos, a
escrita retorna à minha vida, não mais por obrigação, mas como uma necessidade
de expor meus sentimentos, meus momentos. As anotações passaram a ser textos
enormes que preencheram muitos diários.
Aos dezesseis anos,
chega o vestibular, e a redação, temida por muitos, foi algo fácil de escrever.
No período da
faculdade, escrever não era mais tão difícil. Já adulta, exercendo uma
profissão, escrever fazia parte do trabalho.
A escrita, seja por
prazer ou por obrigação, sempre fez parte da minha vida, das minhas conquistas
e fracassos. Por mais estranho que pareça, minhas melhores lembranças foram as
coisas que escrevi, e as piores foram as que fui obrigada escrever. Mas, se
perguntar qual foi meu melhor presente, virá na lembrança o meu primeiro lápis,
e o dia que escrevi meu nome pela primeira vez.
Nunca esqueci meu lápis
cor de rosa!
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