TRIÂNGULO SOCIAL: ELE, VOCÊ E A REDE SOCIAL.¹
Débora Teixeira da Silva²
As redes
sociais estão em todas as partes, seja em nossas casas, em nossos negócios e até
mesmo em nossos relacionamentos. Porém, uso indiscriminado dessas ferramentas
acarreta, muitas vezes, em graves problemas para o sujeito da ação, como
veremos neste texto.
Desde que
surgiram tais tecnologias, houve um crescimento significativo nas relações de amizades
e até novos amores. Mas, também, por outro lado, houve muitas separações. Fato esse
que facilitou algumas traições, devido àqueles que se utilizam da ferramenta “internet”,
para conhecerem novas pessoas em sites de namoro. Pessoas que, realmente, não
estão felizes em seus relacionamentos, se aproveitando disso, para pularem a
cerca. Nada que justifica uma traição, mas, como pelas redes sociais, tornam-se
tudo mais fáceis, seja iniciar ou mesmo terminar com um namoro.
Os problemas
causados pela interferência das mídias em nossas vidas estão piorando a cada
dia, pois, mesmo sabendo que tudo que se “envia” ou “compartilha” terá um
retorno, seja ele positivo ou negativo, não se pensa muito, no momento que se
está digitando, tudo é rápido demais, ágil demais, para termos tempo de nos
preocupar como reagirão aqueles que virem nossas publicações.
Além da vida
pessoal, no ambiente de trabalho, repercute mal, quando as redes sociais são
usadas em horário de expediente. Muitas pessoas, ao invés de trabalharem, utilizam
o tempo, ou melhor, desperdiçam o tempo, que deveria ser dedicado ao serviço,
em suas contas de facebook, instagram, twitter e whatsapp. Sendo prejudicial,
muitas vezes, não para a própria pessoa, mas para as outras que se dedicam ao
seu trabalho e, consequentemente, tem seu desempenho debilitado, já que, por
exemplo, em uma repartição, em que trabalham dez pessoas, se metade delas
ficarem navegando por aí, as demais terão que fazer o trabalho delas e do
restante, tornando-se injusto. Outro fato muito interessante no uso das
tecnologias é quando uma pessoa, muito incomodada com alguém ou alguma situação,
usa sua rede social e manda “aquela” indireta para “ferir” aquele que lhe
causou algum desconforto. Isso acontece muito entre “aquelas” amigas, que, por
algum motivo, se magoaram, sendo suficiente qualquer palavra dita, para que o
compartilhamento esteja lá, para que todos vejam, sem saber a quem se destina,
mas com certeza, a pessoa saberá e, pior, muitas outras veste a carapuça.
Particularmente,
já aconteceu comigo: lancei um comentário contra uma pessoa que se dizia muito
religiosa e na verdade fazia tudo ao contrário dos dizeres bíblicos, quando,
para minha surpresa, vem em meu bate-papo, outro amigo, para me tirar satisfações,
e saber por que eu tinha postado tal infâmia. Morri rindo e ainda tentei
explicar que não seria para ele.
Dessa forma, percebe-se
que, ao usarmos as mídias sociais, devemos ter um cuidado muito grande, seja
para não magoarmos alguém, ou até mesmo para nos defendermos de possíveis
consequências causadas pelo uso excessivo ou mal-uso dessa ferramenta, como por
exemplo, ações judiciais por calúnia, muitas vezes, tanto no local de trabalho
ou nas relações sociais, que envolvem namorados ou amigos. Embora saibamos o quão
difícil é não utilizarmos, saber como usar é essencial para que não
prejudiquemos ninguém e, principalmente, a nós mesmos.
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¹ Artigo de opinião apresentado à disciplina de Produção Textual, ministrada pelo profª Drª Alessandra
Avila Martins.
² Acadêmico do 2º semestre do Curso de Letras Português/Espanhol, da Universidade Federal do Rio
Grande (FURG).
Foto da graduanda Debora Teixeira da Silva do curso de Letras Português/Espanhol (2ºsemestre) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

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