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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Eu e a Escrita

Proposta de produção textual
Brenda Laurien Duarte Gea                                             Mat: 118159
Artes Visuais – Bacharelado

Eu e a escrita

Aos 5 anos, sempre me dediquei a aprender a ler e escrever, principalmente, pela curiosidade que sentia ao ver minhas primas brincando com livros, HQs, revistas e jornais, em que todas aquelas letras, pontos, acentos e traços pareciam esconder tanta informação em uma simples folha de papel. A curiosidade ficava maior quando minha mãe lia histórias para mim e eu ficava pensando em como era possível existir tanta coisa em um livro só.
Em pouco tempo, consegui aprender a ler e a escrever, mas lembro que eu e minha amiga Isabelle ficávamos observando a professora da pré-escola e como ela escrevia tão rápido. Para nós, ela era a escritora mais rápida do mundo e devido a isso começamos a competir entre quem escrevia mais rápido e desde então, escrever era a maior diversão para nós, até conhecermos o ensino fundamental e médio.
Escrever rápido não era mais divertido, era cansativo e doloroso, pois ficávamos horas escrevendo tudo o que estava na lousa. A aula de português se tornou maçante, principalmente no ensino médio, em que havia inúmeras formas de textos para escrever e, embora fosse muito bom algumas vezes, logo poderia ficar chato e difícil até porque nunca fui uma ótima aluna em gramática, sempre tive dificuldade em algo, mas, embora existisse essa dificuldade, as redações me salvavam em português, pois conseguia boas notas.
Apesar desses amores e ódios pela escrita, só tenho a agradecer por ela existir e proporcionar tantos momentos em minha vida, sejam eles bons ou ruins, e espero ter uma boa relação com a escrita futuramente.

Eu e a Escrita

Luciane Sutério- 116218

Curso: Artes Visuais Bacharelado

Eu e a Escrita

Conheci a escrita no ano de 1980, quando ganhei meu primeiro lápis de escrever. Ele era cor de rosa, com uma bonequinha na ponta. Lembro-me da felicidade que senti! Estava com cinco anos e desenhava as letras do alfabeto.
Escrever ou desenhar letras, como eu costumava dizer, passou ser meu passatempo favorito. Mas, como todo passatempo, o gosto vai modificando e outros passatempos vão tomando o lugar. Escrever deixou de ser passatempo e ganhou obrigatoriedade nas aulas de português.
Quando cheguei aos dez anos de idade, escrever era a pior coisa do mundo. As aulas de português, sempre com a obrigação de escrever uma composição, eram um sacrifício imenso. Escrevia não mais com gosto, como nos meus seis anos, mas com a insatisfação da pré-adolescência.
Aos treze anos, veio a libertação, cheguei no segundo grau, hoje ensino médio. Não precisava escrever textos, apenas fazer alguma anotação.
Aos quinze anos, a escrita retorna à minha vida, não mais por obrigação, mas como uma necessidade de expor meus sentimentos, meus momentos. As anotações passaram a ser textos enormes que preencheram muitos diários.
Aos dezesseis anos, chega o vestibular, e a redação, temida por muitos, foi algo fácil de escrever.
No período da faculdade, escrever não era mais tão difícil. Já adulta, exercendo uma profissão, escrever fazia parte do trabalho.
A escrita, seja por prazer ou por obrigação, sempre fez parte da minha vida, das minhas conquistas e fracassos. Por mais estranho que pareça, minhas melhores lembranças foram as coisas que escrevi, e as piores foram as que fui obrigada escrever. Mas, se perguntar qual foi meu melhor presente, virá na lembrança o meu primeiro lápis, e o dia que escrevi meu nome pela primeira vez.


Nunca esqueci meu lápis cor de rosa!

Mente Julga Mente

Mente Julga Mente
Produção Textual
Gustavo Ortiz – 118986
Artes Visuais

Mente Julga Mente

Embora seja algo que evitamos falar sobre, por vergonha do ato ou pensamento, todos nós em algum momento da vida já cometemos preconceitos, assim como sofremos.
Em meu ensino fundamental, muitas vezes eu era motivo de piada para outros, pela minha aparência física e maneira de agir - "gordo", "bicha", "quatro olhos", entre outros - eram palavras usadas como xingamentos; embora eu não leve mágoas desta época, pois sermos crianças e compreender que a maioria não estava desenvolvida o suficiente, é algo que fica marcado em mente.
Porém, uma dor maior e mais difícil de conviver com, é sofrer dentro de casa, vindo de pessoas que deveriam ser sua família e suporte; você acaba se recluindo dentro de uma concha protetora e guardando tudo para si, tentando se manter firme para não quebrar a qualquer momento. Se escondendo por medo e evitando conversar sobre, o tempo parece parar e a solidão te engole por completo, deixando apenas suas lágrimas e choro pelo caminho; é gritante o número de casos de suicídio, ao redor do mundo, por essas razões. Felizmente, mesmo que tal pensamento tenha me vindo incontáveis vezes, sempre me assegurei de manter uma visão positiva e entusiástica a cerca do tempo - passado, presente e futuro.
Isto não fez com que eu não tenha exercido preconceito de alguma forma - e essa é a parte feia da história. Ironicamente ou apenas um reflexo de como eu era, já julguei aqueles que sofreram junto comigo e vejo o quão mesquinho era tal noção que eu havia antigamente, muito provavelmente por medo de ser vítima da mesma forma.
O preconceito é presente, porém não façamos dele o nosso futuro, temos a obrigação de estarmos sempre trabalhando nisso, ninguém é perfeito - isso já é sabido - mas nos tornaremos seres melhores cada dia que deixarmos de lado detalhes indiferentes e observações inúteis e apenas aceitarmos uns aos outros abertamente pelo seu ser.


Eu e a Escrita

Eu e a Escrita
Produção Textual
Gustavo Ortiz – 118986
Artes Visuais
                                  
Eu e a Escrita

Intrinsecamente, a escrita esteve sempre a auxiliar na expressão dos meus medos, inseguranças e outros sentimentos angustiantes. Pegar um lápis e inundar uma folha com palavras, ao invés de lágrimas, sempre me pareceu uma forma mais útil e prática de me expor sem ser vocal sobre; ainda que seja complexo descrever a abstratividade emocional.
O poder da escrita me ajudou quando confuso, fazendo companhia a minha solidão e, assim como para muitos, serviu e continua a servir como uma arma para batalhas pessoais e sociais, podendo matar ou curar, dependente de suas palavras.
É encontrar me num lugar sem a preocupação de se adequar e poder ser o mais puro “Eu”  que a escrita me possibilita, principalmente em poesias e canções; é a porta de entrada entre meu mundo particular – e por vezes, peculiar – e o universo que me cerca.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Textos dos alunos do Curso de extensão: Gêneros discursivos, texto e gramática: discutindo o ensino de Língua Portuguesa.

                  
                  1)      A rainha desafortunada

Era uma vez num país tão, tão distante, uma rainha muito descuidada.
Em um belo dia, ela convidou alguns servos para resolverem problemas econômicos. Dela, ela ouviu inúmeras soluções, mas não lhe pareciam eficientes só obscuras.
A rainha sem entender as artimanhas, tomou a decisão que o mais afoito dos servos indicou-lhe, pois ela não discernia quais seriam suas intenções.
Coitadinha da majestade! Não percebeu tal falsidade e embuste

Acabou sem coroa e sem reino

Autora: Rejane Pereira Paes


2)     As trilhas da leitura

Colocar o pensamento na concretude permite ao sujeito trilhar os mais variados caminhos, para que se atinjam os múltiplos interlocutores.
Para que isso seja possível, precisamos selecionar os gêneros que atinjam o público desejado, assim como, a linguagem a ser usada bem como o suporte de divulgação.
Assim, os gêneros discursivos que permitem ao leitor uma reflexão, devem ser priorizados, para que se possa ter sujeitos críticos e atuantes na sociedade.
  
Logo:
     
      Gesto
      Estimulante
conNcepção
    rEflexiva
    cRiativa
    sOcial

Autoras: Maria Thereza Franceschi; Bianca Zdradek Guimarães.                              



       3)      João Cidadão

Tem onze anos e muito culhão
João é fino e tem reputação
Desfila na escola empolgado
Com ares de vitoriado.

Sob a aba do boné
Aprendeu que na vida
Não dá pra ser mané
Quando vai pra curtida
Nunca dá migué.

João tem opinião
E fica louco com opressão
Na escola, se sente rodado
Pois o professor o acha tapado.

Lá, menino ficar quieto, sentando
E tirar o boné
Mas João não é mané
Respeita a todos
Com seu jeito de fé.

“Por que ficar calado
se estou vivo e indignado”?
Questiona João
Que não se cala diante de um não.

João é cidadão
E não pode ser calado
Precisa ser instigado
A liberar sua expressão
Pois só com muita imaginação
Para mudar esta nação

Autora: Alessandra de Lima Teixeira



    
      4)      Tempo é dinheiro, ou tempo é vida?


Trabalhe, estude, faça exercícios, tenha vida social.
Otimize seu tempo, para conseguir ganhar dinheiro, fazer uma faculdade,
ser saudável e ter momentos de lazer.

Acho que alguém esqueceu que o dia tem só 24 horas;
Trabalhar, se exercitar, estudar e aproveitar a vida.
Essas são muitas atividades para serem divididas somente em 24 horas, se você quer algo bem feito, precisa dedicar uma quantidade razoável de tempo para isso.

Todas as atividades citadas até agora são importantes realizar todas elas com sucesso seria se aproximar da felicidade e realização pessoal,

E qual o segredo para atingir esses objetivos?
Tempo
Tempo não é somente dinheiro, é qualidade de vida, é realização, é prazer, é vida.

Não transforme o seu tempo somente em dinheiro,
ele vale muito mais que isso.

Use seu tempo para realmente viver,
não existe dinheiro que compre a sensação de viver, e não... sobreviver. 

Autora: Maila Bartolo Gonçalves – Arquivista 




             5) A borboleta e a cigarra


Era uma fria tarde de inverno, voavam pelos ares uma linda borboleta, vinda diretamente dos EUA, e uma brasileiríssima cigarra. A cigarra estava alegre, cantando e fazendo piruetas, enquanto a borboleta estava escondida entre alguns arbustos. Foi então que a cigarra, simpaticamente, perguntou:
- O que houve amiga borboleta? Por que estás tão quieta?
De maneira ríspida e veloz a borboleta respondeu:
- Esse ar gelado de vocês aqui está congelando minhas belas e frágeis asas. Daqui a pouco posso até pegar uma doença. Ouvi falar que vocês dessa região não têm muitos recursos, se fico doente posso até morrer.
- Não seja boba, é só você se agitar que o frio passa. Aqui é assim mesmo, por mais que ninguém se importe com a gente, nós sempre damos um jeito de nos virar. Sei que na sua terra é tudo melhor, que tem mais recursos, mas tente aproveitar as delícias de nosso clima.
Mesmo assim, a borboleta recusou-se a sair, dizendo que não tinha graça voar neste céu vazio depois de ter sobrevoado tantos arranha-céus. Foi então, que um gato selvagem, vindo diretamente da África, abocanhou a borboleta e disse:
- Amiga cigarra, até pensei em brincar com você, mas és muito sem graça e ligeira, aquela colorida e lenta borboleta foi bem mais fácil de apanhar.

Moral da história: nem sempre o que vem de fora é melhor do que é daqui.

Autora: Janaina Abudes

domingo, 9 de outubro de 2016

Artigo: TRIÂNGULO SOCIAL: ELE, VOCÊ E A REDE SOCIAL

TRIÂNGULO SOCIAL: ELE, VOCÊ E A REDE SOCIAL.¹

Débora Teixeira da Silva²

As redes sociais estão em todas as partes, seja em nossas casas, em nossos negócios e até mesmo em nossos relacionamentos. Porém, uso indiscriminado dessas ferramentas acarreta, muitas vezes, em graves problemas para o sujeito da ação, como veremos neste texto.
Desde que surgiram tais tecnologias, houve um crescimento significativo nas relações de amizades e até novos amores. Mas, também, por outro lado, houve muitas separações. Fato esse que facilitou algumas traições, devido àqueles que se utilizam da ferramenta “internet”, para conhecerem novas pessoas em sites de namoro. Pessoas que, realmente, não estão felizes em seus relacionamentos, se aproveitando disso, para pularem a cerca. Nada que justifica uma traição, mas, como pelas redes sociais, tornam-se tudo mais fáceis, seja iniciar ou mesmo terminar com um namoro.
Os problemas causados pela interferência das mídias em nossas vidas estão piorando a cada dia, pois, mesmo sabendo que tudo que se “envia” ou “compartilha” terá um retorno, seja ele positivo ou negativo, não se pensa muito, no momento que se está digitando, tudo é rápido demais, ágil demais, para termos tempo de nos preocupar como reagirão aqueles que virem nossas publicações.
Além da vida pessoal, no ambiente de trabalho, repercute mal, quando as redes sociais são usadas em horário de expediente. Muitas pessoas, ao invés de trabalharem, utilizam o tempo, ou melhor, desperdiçam o tempo, que deveria ser dedicado ao serviço, em suas contas de facebook, instagram, twitter e whatsapp. Sendo prejudicial, muitas vezes, não para a própria pessoa, mas para as outras que se dedicam ao seu trabalho e, consequentemente, tem seu desempenho debilitado, já que, por exemplo, em uma repartição, em que trabalham dez pessoas, se metade delas ficarem navegando por aí, as demais terão que fazer o trabalho delas e do restante, tornando-se injusto. Outro fato muito interessante no uso das tecnologias é quando uma pessoa, muito incomodada com alguém ou alguma situação, usa sua rede social e manda “aquela” indireta para “ferir” aquele que lhe causou algum desconforto. Isso acontece muito entre “aquelas” amigas, que, por algum motivo, se magoaram, sendo suficiente qualquer palavra dita, para que o compartilhamento esteja lá, para que todos vejam, sem saber a quem se destina, mas com certeza, a pessoa saberá e, pior, muitas outras veste a carapuça.
Particularmente, já aconteceu comigo: lancei um comentário contra uma pessoa que se dizia muito religiosa e na verdade fazia tudo ao contrário dos dizeres bíblicos, quando, para minha surpresa, vem em meu bate-papo, outro amigo, para me tirar satisfações, e saber por que eu tinha postado tal infâmia. Morri rindo e ainda tentei explicar que não seria para ele.
Dessa forma, percebe-se que, ao usarmos as mídias sociais, devemos ter um cuidado muito grande, seja para não magoarmos alguém, ou até mesmo para nos defendermos de possíveis consequências causadas pelo uso excessivo ou mal-uso dessa ferramenta, como por exemplo, ações judiciais por calúnia, muitas vezes, tanto no local de trabalho ou nas relações sociais, que envolvem namorados ou amigos. Embora saibamos o quão difícil é não utilizarmos, saber como usar é essencial para que não prejudiquemos ninguém e, principalmente, a nós mesmos.

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¹ Artigo de opinião apresentado à disciplina de Produção Textual, ministrada pelo profª Drª Alessandra
Avila Martins.
² Acadêmico do 2º semestre do Curso de Letras Português/Espanhol, da Universidade Federal do Rio
Grande (FURG).


Foto da graduanda Debora Teixeira da Silva  do curso de Letras Português/Espanhol (2ºsemestre) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Artigo: EU E A LEITURA

EU E A LEITURA[1]
Por Pedro G. Moreira[2]

            Desde pequeno sou fascinado pelas palavras. Olhava as letras agrupadas e ficava horas imaginando, acariciando as páginas – isso tudo me deleitava. Eu sabia que por trás de todas aquelas formas miúdas se escondiam muitas coisas; o mundo todo cabia nas folhas dos livros e revistas que eu espiava.
            Me lembro, para minha felicidade e orgulho, do primeiro livro que “li”, O Oscar Levou a Culpa, de Tony Ross. Na verdade, minha irmã o leu uma vez em voz alta ao passo que me mostrava as ilustrações. A minha tarefa, depois, era recontar para os colegas de turma a história. Quando fiquei em frente deles, todos me olhavam com curiosidade, conforme eu olhava as ilustrações, me recordava do que minha irmã havia lido para mim e repetia em voz alta. Foi uma experiência interessante, os professores pareciam não acreditar, os alunos ficaram muito animados para chegar logo a vez de lerem um livro pra todo mundo ouvir.
            Penso que eu lia antes mesmo de ser alfabetizado. Eu podia ler as imagens, a forma das letras e palavras e, se hoje escrevo, isso se deve muito ao fato de que eu inventava histórias para preencher a lacuna entre a forma e o significado. Anos depois, quando finalmente aprendi a ler as palavras, eu percebi que o mundo era muito maior, ele se alargou para além do que eu conhecia ou podia conhecer. Nunca mais ele seria percebido da mesma maneira.
            Os livros foram surgindo. Li de tudo: Machado de Assis, Guimarães Rosa, Aloísio de Azevedo, Érico Veríssimo e Clarice Lispector, essa mulher profunda e caótica me pegou no nó da linguagem. Mas, odiava poesia. Tanto a ponto de passar longe da prateleira desse gênero na biblioteca escolar. O motivo de desgostar me é desconhecido, talvez, seja pela obrigatoriedade nas maçantes provas de português ou pela temática. Um dia, por conta de um trabalho dessa disciplina eu escrevi um poema. Desse movimento surgiu o interesse em ler poesia. Comecei com Manuel Bandeira, Cora Coralina, Charles Bukowski e Carlos Drummond de Andrade, esse homem, aparentemente calmo, me enganou e me tirou de mim; sua antologia poética se tornou para mim um livro sagrado, leio e releio como que em busca de algo que desconheço.
            Quando li A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector, eu não podia ter previsto o que me aguardava. Segurei com toda a força a mão de GH que me suplicava; creio que nunca soltei-a de fato. Quero ser guiado por essa mão humana e perturbadora em todas as minhas leituras.
            Minhas córneas e retinas fatigadas me atrapalham e tiram a habilidade de ler muito e por muito tempo, mas resisto, resisto como quem morrendo busca o derradeiro suspiro. Leio. Me recuso a deixar de percorrer com estes olhos cansados as linhas que encontro em toda parte, pois ao deixar de fazer isso eu estarei cego.




[1] Artigo de opinião apresentado à disciplina de Produção Textual, ministrada pela profª Drª Alessandra
Avila Martins.
[2] Acadêmico do 2º semestre do curso de Letras Português/Inglês, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).



Foto do graduando Pedro G. Moreira  do curso de Letras Português/Inglês (2ºsemestre) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG)